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Vigésima Sétima Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP27)

A 27ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP27) foi realizada de 6 a 20 de novembro de 2022, na cidade de Sharm El-Sheikh, no Egito. A COP27 ficou marcada por intensos debates e avanços importantes no enfrentamento da crise climática, especialmente no que diz respeito à justiça climática e à implementação de acordos anteriores.


Um dos principais resultados da COP27 foi a criação de um fundo para perdas e danos (Loss and Damage Fund), destinado a apoiar países em desenvolvimento que sofrem os impactos mais severos das mudanças climáticas, mas que historicamente contribuíram pouco para as emissões globais de gases de efeito estufa. A decisão de estabelecer esse fundo foi considerada histórica, pois era uma reivindicação antiga de nações vulneráveis, especialmente da África, Ásia e América Latina.


Além disso, a COP27 reforçou a necessidade de continuar os esforços para limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, conforme estabelecido no Acordo de Paris. Apesar disso, críticas foram feitas à falta de avanços concretos em compromissos de redução de emissões de carbono (mitigação), já que muitos países não apresentaram novos planos de ação mais ambiciosos (os chamados NDCs – Nationally Determined Contributions).


Outro tema central foi o financiamento climático. As discussões giraram em torno da promessa, ainda não cumprida, de mobilizar US$ 100 bilhões por ano para apoiar ações climáticas nos países em desenvolvimento, promessa originalmente feita em 2009 para ser implementada até 2020.

A COP27 também abordou temas como adaptação, agricultura sustentável, segurança alimentar, transição energética e a importância dos direitos humanos, dos povos indígenas e da equidade de gênero nas políticas climáticas.


Embora a conferência tenha sido considerada um avanço importante em termos de justiça climática, muitos analistas e organizações ambientais criticaram a falta de compromissos mais rigorosos para eliminar gradualmente o uso de combustíveis fósseis, principal causa das mudanças climáticas.



Referências:

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