top of page

Furacão IAN

O Furacão Ian foi um dos ciclones tropicais mais devastadores da temporada de furacões do Atlântico de 2022, com impactos particularmente graves em Cuba e nos Estados Unidos, especialmente no estado da Flórida. Ian se formou no Mar do Caribe em setembro de 2022 e rapidamente se intensificou, atingindo a categoria 5 na escala de furacões de Saffir-Simpson — a mais alta possível — antes de enfraquecer levemente para categoria 4 durante seu impacto principal.


No dia 27 de setembro de 2022, Ian atingiu o oeste de Cuba com ventos extremamente fortes, chuvas torrenciais e inundações severas, provocando apagões generalizados e danos consideráveis às plantações agrícolas. Logo depois, o furacão ganhou ainda mais força sobre as águas quentes do Golfo do México, impulsionado pelas condições favoráveis exacerbadas pelas mudanças climáticas, segundo alertas do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA).


No dia 28 de setembro, Ian fez landfall na costa sudoeste da Flórida, próximo a Cayo Costa, com ventos sustentados de aproximadamente 240 km/h e uma enorme tempestade costeira (storm surge). O furacão causou uma destruição massiva em cidades como Fort Myers e Naples, submergindo bairros inteiros, destruindo infraestruturas, interrompendo o fornecimento de energia para milhões e resultando em centenas de mortes diretas e indiretas. Estima-se que os prejuízos econômicos causados por Ian ultrapassaram US$ 100 bilhões, tornando-o um dos furacões mais caros da história dos Estados Unidos.

Após atravessar a península da Flórida, Ian enfraqueceu, mas voltou a ganhar força ao cruzar o Atlântico e atingiu a Carolina do Sul como um furacão de categoria 1 em 30 de setembro.


De acordo com especialistas, eventos como o Furacão Ian se tornam mais intensos devido às mudanças climáticas globais, que aumentam a temperatura dos oceanos e a umidade do ar, fornecendo mais energia para os ciclones tropicais. Segundo o Relatório de 2022 da Organização Meteorológica Mundial (OMM), as tendências observadas são consistentes com projeções feitas há décadas sobre o impacto das emissões contínuas de gases de efeito estufa.



Referências:

bottom of page