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Chuvas Recordes no Paquistão

Em 2022, o Paquistão enfrentou uma das piores catástrofes climáticas de sua história, causada por chuvas recordes de monções entre junho e agosto. Segundo dados da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Paquistão (NDMA), aproximadamente um terço do país ficou submerso, afetando diretamente mais de 33 milhões de pessoas e resultando em mais de 1.700 mortes.


O volume de precipitação registrado foi quase três vezes maior do que a média nacional para a temporada de monções. Algumas províncias, como Sindh e Baluchistão, receberam cerca de 500% mais chuva do que a média histórica. Essa situação desencadeou inundações catastróficas, destruição de infraestrutura, colapso de plantações e um surto de doenças transmitidas pela água.


De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o aumento na frequência e intensidade de eventos extremos, como as monções anômalas no Sul da Ásia, é compatível com os efeitos esperados das mudanças climáticas. O aquecimento global intensifica o ciclo hidrológico, levando a chuvas mais fortes e a secas mais severas em diferentes regiões.


O desastre no Paquistão também trouxe à tona discussões globais sobre a responsabilidade climática, especialmente em fóruns como a COP27, onde o conceito de "perdas e danos" (loss and damage) ganhou destaque. Países em desenvolvimento, como o Paquistão, que contribuem relativamente pouco para as emissões globais de gases de efeito estufa, são desproporcionalmente afetados pelos impactos climáticos.


A resposta internacional incluiu a mobilização de assistência humanitária emergencial por parte da ONU, da União Europeia, de diversos países e ONGs, mas o evento deixou lições importantes sobre a necessidade urgente de fortalecer estratégias de adaptação e mitigação climática globalmente.



Referências:

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